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Nova Olimpia (MT), 17 de agosto de 2018 - 18:37

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Esportes

03/08/2018 07:42 www.extra.globo.com.br

Com direito a gol olímpico, Fluminense pune o antijogo do Defensor na Sul-Americana

Poucos times fazem tanta questão de justificar o nome quanto o Defensor. Uma retranca que chega a irritar. Não pelo direito de se defender, que faz parte do futebol, mas porque o time uruguaio aliou a postura defensiva ao antijogo para minar as intenções do Fluminense no confronto de ida pela segunda fase da Copa Sul-Americana. Mas a bola pune. Ainda bem para o tricolor, que, merecidamente, conseguiu vencer por 2 a 0 no Maracanã e vai em vantagem para o jogo de volta, no dia 16, em Montevidéu. Coube a Digão, de cabeça, e a Sornoza, com um golaço olímpico, o papel de carrascos dos uruguaios.

Desde os primeiros minutos o Defensor fez questão de mostrar que não tinha a menor intensão de ficar com a bola ou ao menos arriscar contra-ataques. O Fluminense se viu diante de um time que marcava com duas linhas — uma de cinco defensores e outra com quatro meio-campistas. O mais adiantado do time uruguaio era Waterman, que tentava esporádicas arrancadas para trazer refresco ao ferrolho. Como ele sozinho não conseguiria fazer chover, o goleiro tricolor Júlio César foi um mero espectador.

Cada lateral era uma oportunidade para o Defensor gastar tempo. Cada disputa era motivo para pedir atendimento médico. A situação que resumiu a política do antijogo se deu no segundo tempo, quando Suárez sentiu o joelho após um carrinho e, ainda que tenha caído fora do campo, arrastou-se até a linha de fundo só para segurar a partida.

A aposta natural do Fluminense foi buscar o caminho do gol pelas laterais. O técnico Marcelo Oliveira já tinha previsto que poderia abdicar da formação com três volantes e, assim, iniciou o jogo com Matheus Alessandro como opção para o jogo pelo lado. Ele, pela esquerda, e Marcos Júnior, pela direita, tiveram a companhia de Ayrton Lucas e Léo (Gilberto sentiu dores na coxa direita e não foi relacionado). Mas a rota estava muito congestionada.

No primeiro tempo, a chance mais clara de gol veio com Sornoza, de bico. No segundo tempo, Pedro, observado pelos emissários da seleção brasileira, desperdiçou o raro cruzamento que veio da direita, cara a cara com o goleiro.

Mas a insistência tricolor foi premiada. A cobrança de escanteio foi certeira para que Digão cabeceasse a bola para o fundo das redes, fazendo soar, já aos 41 minutos do segundo tempo, um grito de alívio no Maracanã.

O Defensor enrolou até para recolocar a bola em jogo novamente, tentando arrumar confusão ao centro do campo. Mas isso não impediu o Fluminense de marcar mais uma vez. E com muita classe. Um tapa de luvas no rosto do antijogo. Sornoza, um gol olímpico, encerrando de forma apoteótica a jornada tricolor no Maracanã. Aplausos a quem quis jogar futebol.


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