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DINOSSAURO "CHAPA E CRUZ" 19/09/2018 06:00 Mirella Duarte - Rdnews

Museu em MT tem réplica de dinossauro que pode ter sido consumido por chamas

Museu em MT tem réplica de dinossauro que pode ter sido consumido por chamas

Poucos museus têm estrutura adequada em Mato Grosso e a maior parte permanece interditada ou sem acesso para a população. O único que está aberto, apesar de precárias condições, é o Museu Casa Dom Aquino,  que tem uma réplica em tamanho real do Pycnonemosaurus Nevesi, o Dino de Chapa e Cruz, que teve os fósseis encontrados no Parque Nacional de Chapada dos Guimarães.

Os fósseis do Pycnonemosaurus Nevesi foram encaminhados ao Museu Nacional no Rio de Janeiro, que sofreu um incêndio no início deste mês. Pesquisadores mato-grossenses têm notícia de que parte deste fóssil pode ter sido consumido pelo fogo.

O geólogo Caiubi Kuhn relata à reportagem do  que uma pesquisa demora anos ou até décadas para ser realizada quando se trata de fósseis. Se o material for destruído, perde-se para sempre parte da história do planeta. “Cada fóssil tem sua importância, eles resistiram milhões de anos na natureza, não dá para simplesmente reconstituir o material e começar de novo. Uma parte desses fósseis encontrados em Chapada dos Guimarães estava em uma reserva técnica do Museu Nacional e não pegou fogo, mas a outra parte não sabemos o que aconteceu", afirma Caiubi.

Entre fósseis de dinossauros, pinturas rupestres e conchas

Chapada dos Guimarães (69 km de Cuiabá) é uma região cercada de lendas, misticismo e vestígios de “moradores” milenares. Por estes territórios, dinossauros com quase três metros de altura, garras afiadas e também carnívoros, fizeram sua morada. Pelos paredões ou sítios arqueológicos, pesquisadores já encontraram fósseis, pinturas rupestres em cavernas e até conchas que revelam que a área foi alagada por águas oceânicas há milênios atrás.

Agência Brasil

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Museu Nacional no Rio, destruído pelo fogo, guardava fósseis do dinossauro encontrado em Chapada dos Guimarães

Ao todo, são 46 sítios arqueológicos dos dinossauros de “Chapa e Cruz”, entre outras importantes descobertas feitas por arqueólogos e outros cientistas, dentro dos 33 mil hectares do Parque Nacional. Por isso, desde o início de 2018, estuda-se a expansão do Projeto Geoparque em Chapada dos Guimarães na Assembleia Legislativa do Estado.

A criação do Parque Nacional foi feita em 1989 e também foi fruto do empenho dos cientistas ambientalistas preocupados com queimadas ou o turismo predatório. Por ser um cenário natural cheio de diversidade, atrai turistas do mundo todo, o que preocupa estudiosos e faz com que a área precise de um projeto adequado para realizar as pesquisas e também a visitação.

Geoparque 

Segundo um relatório aprovado em audiência pública em abril deste ano, na Câmara Setorial Temática (CST) do Legislativo estadual, constatou-se que o Projeto Geoparque Chapada dos Guimarães, precisa também da interação entre o geoparque e as comunidades, pois muitos dos sítios arqueológicos se encontram em assentamentos, reservas indígenas ou quilombolas.

No documento, ainda se menciona que a área de Jangada Roncador, para quem não sabe, é a terra do dinossauro. Nas estradas, faltam pontes e existem famílias que têm propriedade no local há muitos anos. O Geoparque visa integrar essas comunidades, conscientizá-las e melhorar as estruturas para os estudos científicos. Além disso, foi constatado durante a mesma assembleia, conforme registrado em ata, que um aluno mostrou um fóssil coletado na comunidade. Outro apontamento importante, é que a Alemanha teria transportado 120 cargueiros de fósseis de dinossauros para um Museu.

A réplica do dino "Chapa e Cruz"

Lana Motta

R�plica dinossauro no Museu Casa Dom Aquino

Réplica do Pycnonemosaurus Nevesi no Museu Dom Aquino é fiel à espécie do animal pré-histórico que viveu em MT

A réplica do Pycnonemosaurus Nevesi exposta no Museu Dom Aquino é fiel à espécie de um dos animais pré-históricos que viveram na região do Parque Nacional. Os fósseis originais que foram encaminhados para o Museu Nacional, foram encontrados na Comunidade Peba, próxima a Chapada dos Guimarães.

O animal era um predador e tinha as patas dianteiras pequenas, as inferiores longas e fortes ao dar espaço para uma calda ainda maior. O maxilar era forte, repleto de dentes grandes, o que fazia com que o dinossauro se defendesse com a boca e corresse atrás das presas de forma muito rápida.  Além da réplica, o museu ainda guarda um dente e uma pata longa de um outro dinossauro.

Sobre a precariedade dos museus em Mato Grosso e ainda sobre o incêndio no Museu Nacional que hospedava um dinossauro encontrado no Estado, o geólogo lamenta a falta de investimento e diz da importância do cuidado com estes lugares. “Os museus precisam de investimento, não podemos negligenciar o patrimônio histórico e cultural brasileiro. Um museu não custa caro e cumpre um importante papel social, difundindo cultura e popularizando ciência. Temos que valorizar isso, precisamos fortalecer essas instituições”, finaliza.


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