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Curiosidades

31/12/2017 05:44 Rodivaldo Ribeiro

Mulheres adultas e bem-sucedidas, mas com superstições de ano novo também

Todo final de ano traz consigo a promessa de recomeço e novas chances de melhoria na vida de cada um. Seja por meio da chegada de um amor, segurança financeira, saúde, concórdia familiar, sexo, a realização de algum projeto pessoal. Há quem acredite ser a época ideal para realização de certos rituais, mandingas e simpatias para atração de forças para efetivação dessas esperanças e desejos. Coisa de gente sem informação e estudo, certo? Errado! Conversamos com quatro mulheres adultas, independentes e bem-sucedidas em suas profissões para saber quando e porque elas comem romãs, pulam ondas, vão à primeira missa no novo ano, usam uma peça de roupa de cor específica ou fazem tudo isso junto.

 

Zerar do relógio é, no fim das contas, apenas simbólico, mas a percepção humana sobre isso jamais foi. Tempo de esperança e fé na renovação e concretização de sonhos e desejos A publicitária, médica veterinária e professora doutora em genética animal Thelma Saddi diz que tem a mania de usar roupas de cores específicas, conforme os desejos do novo ano. "Se eu estiver no litoral, pulo as sete ondas. Também gosto de usar alguma coisa amarela (para atrair dinheiro) e branca (em busca de paz)", conta. Deve repetir ambos rituais (tanto o das roupas quanto do pulo das ondas), porque passará o reveillon vendo a queima de fogos no Rio de Janeiro.

Segundo a maioria dos terapeutas, este último mês do ano sempre traz reflexões a respeito do fim de ciclo, naturalmente composto de vontade, algum temor e esperança de renovação. Seja das energias, seja da percepção, ainda que fantasiosa, de recomeço trazido pelo nova marcação do calendário. “Por isso as simpatias são tão populares nessa época do ano. Elas simbolizam a possibilidade de fazer alguma coisa para que coisas boas aconteçam”, explica Shirley Aiko Fonseca, terapeuta holística do Instituto Ave Lux.

Acervo pessoal

Supersti�es ano novo

Duas faculdades, doutorado em genética, mas o pulo das sete ondas é sagrado para Thelma

Mesmo sem chamar de simpatia, a também publicitária (com pós-graduação em marketing em Barcelona, Espanha), executiva e sócia-proprietária de uma rede de óticas, Flávia Kris e Silva também confia na segurança das roupas das cores amarela e branca para os ritos de passagem de ano, acrescido de uma iguaria tida como de muito boa sorte. "Sempre usei amarelo e branco e comi sete gomos de romã, mas este ano li uma matéria de numerologia que achei bem legal", conta, descontraída. 

Assim, ela vai seguir as novas dicas da numeróloga, mas seguirá comendo as sagradas romãs (leia quadro abaixo sobre o significado da fruta ao longo de milênios, em diversas tradições humanas). Por sorte, a numerologia deu uma das cores preferidas e já usadas em anos anteriores. "Vou seguir a numerologia e usar a cor, a minha deu amarelo. A romã traz sorte e prosperidade, então, na dúvida, a gente faz tudo (risos)", diverte-se Flávia, "mas o mais importante é fazer o balanço do que se planejou. Se foi feito ou não, e traçar novos planos para 2018, sempre com positividade e gratidão a Deus". Este ano, nada de pular ondas, pois vai passar o reveillon com a família, mas por aqui mesmo. Está tranquila porque já as pulou ano passado e retrasado também em Maceió.

Na percepção da terapeuta Shirley Aiko Fonseca, fazer essas coisas pode sim ser benéfico. “Fazer um ritual e acreditar na realização do desejo envia uma mensagem à mente que se reflete em uma postura positiva diante daquilo”, afirma. Logo, seria uma maneira de, por meio do que convencionamos chamar de superstições, ajudar a blindar mente e alma contra pensamentos negativos e ou pessimistas.

Acervo pessoal

Super

Flávia Kris e Silva também tem ótimo nível educacional e social, mas mantém fé em rituais

É nisso que se fia também a biomédica e doutoranda em ciências sociais Shosana Sanders (nome fictício, ela pediu para não ser identificada). "Faço algumas coisas e, como elas vêm dando certo, eu continuo", conta, entre risos, a pesquisadora. E com ela, só se for o pacote completo.

"Faço orações, tomo banho de sal grosso e à meia-noite penso coisas boas, faço agradecimentos. Bascicamente é isso, mas se estiver na praia eu pulo as ondas, mas não pulo três ou sete, vou pulando onda lá, não estou fazendo nada e já estou bêbada mesmo", continua, gargalhando. Um pouco mais séria, ela explica que, caso esteja em casa, faz uma limpeza geral, lava tudo bem lavado antes da meia-noite, para passar com em ambiente limpo e de energias renovadas. No entanto o lado cientista segue por ali, à espreita: "É tudo mais mental mesmo. O banho de sal grosso e as preces, todo ano, desde que me entendo por gente, eu faço", encerra.

Por tradição e costume também caminha o único ritual ainda hoje seguido pela jornalista Rafaela Maximiano, que não faz nada muito além do comum à maioria religiosa do país, os católicos. "Gosto de ir à primeira missa do ano fazer meus pedidos para o ano novo”. Usa alguma ma roupa especial ou come alguma comida específica? “Não. Já passei dessa fase”, responde, sem muito pudor ou receio.

Certo mesmo é que ritos acompanham a humanidade desde antes da descoberta da linguagem. Se é o tipo de senso comum a ser defenestrado, destruído e banido de nossos cânones ou aceito e corroborado como o são a noção de que fomos à Lua, sabemos a distância até marte ou que gripe e Aids são doenças causadas por um vírus, é discussão para matéria muito mais profunda e séria do que se propõe a ser esta. Por hora, nos resta desejar somente um feliz  2018, cheio de paz e saúde.


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