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Caso Lilian Calixto

11/10/2021 08:00 Daffiny Delgado / Repórter MT

Três anos após morte de bancária de MT, Dr. Bumbum segue livre

Lilian Calixto foi submetida ao procedimento para aplicação de PMMA 15 de julho de 2018 e morreu horas depois no Rio de Janeiro


A morte da bancária cuiabana Lilian Quezia Calixto de Lima Jamberci, de 46 anos, já completou três anos e o médico cirurgião Dênis Cesar Barros Furtado, mais conhecido como ‘Doutor Bumbum’, acusado do crime, continua livre.
Lilian morreu no dia 15 de julho de 2018, após ser submetida ao procedimento para aplicação de PMMA nos glúteos, no apartamento do acusado, no Rio de Janeiro. À época dos fatos, parentes da bancária contaram que ela havia pago R$ 20 mil pelo procedimento.
Denis Furtado foi denunciado por homicídio com dolo eventual (quando o agente assume o risco de cometer o crime).
De acordo com a denúncia feita pelo Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro, Lilian agendou o atendimento para o procedimento com a namorada de Denis – que também atuava como secretária dele, Renata Cirne.
Com a data marcada, a bancária saiu de Cuiabá onde morava e foi até o apartamento de Denis onde faria a aplicação do PMMA. Ela chegou ao local por volta das 12h45min e o procedimento só foi realizado às 19h.
O médico realizou o procedimento com o auxílio da empregada doméstica Rosilane Pereira Da Silva, que também atuava como instrumentadora, mesmo sem ter formação como enfermeira ou técnica de enfermagem.
O documento ressalta que a empregada, a namorada e da mãe do médico, Maria de Fátima Barros, recepcionaram a vítima e a orientaram sobre os trâmites para a intervenção estética.
“Nesse passo, note-se que o denunciado Denis, auxiliado pelas demais denunciadas [...] criou o risco proibido, previsível ao denunciado na sua condição de médico, risco esse incrementado, uma vez que a intervenção foi realizada em um apartamento, provisória e precariamente adaptado para o atendimento de pacientes, assumindo destarte o risco do resultado decorrente de sua conduta, qual seja, a morte da vítima”, afirmou o MP, em trecho de denúncia.
A vítima morreu às 01h12 do dia seguinte, devido a complicação derivada diretamente da intervenção, no Hospital Barra D’Or, no Rio.
Consta ainda na denúncia que o Dr. Bumbum atuava irregularmente no Rio de Janeiro, sem possuir qualquer especialização que o habilitasse para realizar os procedimentos. Já a mãe do médico, que já havia tido o registro cassado pelo Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj), ainda se apresentava como médica e atuava juntamente com seu filho.
Prisões
O médico e a mãe foram presos após quatro dias após serem considerados foragidos da Justiça. Eles foram encontrados pela Polícia Militar em uma sala comercial no Rio de Janeiro.
A namorada, Renata Cirne, foi presa no dia da morte da bancária, 17 de julho, junto com a empregada – que foi liberada horas depois. Renata e a mãe do médico, no entanto, só conseguiu a liberdade em 9 de agosto.
Já Denis foi liberado no final de janeiro de 2019.
Pré-candidato em 2020
Com dois CRMs cassados pelo Conselho Federal de Medicina, Denis tentou ingressar na política carioca nas eleições de 2020.
O ex-médico chegou a ser pré-candidato a vereador da cidade do Rio de Janeiro pelo Patriota 51. Filiado desde 3 de abril, Denis teve a inscrição na sigla aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral.
No entanto, em uma convenção do diretório municipal, realizada no dia 3 de agosto, foi decidido que ele não seria candidato pelo partido.v

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