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Caso Lilian Calixto

CASO LILIAN CALIXTO 20/07/2018 14:43 Por Bom Dia Rio

Dr. Bumbum e mãe prestam novos depoimentos à polícia nesta sexta-feira

Investigadores querem confrontar as informações deles com as testemunhas. Eles foram indiciados por homicídio qualificado e passaram a noite em salas separadas da delegacia.

 

 

Dr. Bumbum e a mãe passam a noite em celas separadas na cadeia no Rio

A polícia ouve novamente, no início da tarde desta sexta-feira (20), o médico Denis Furtado, o Dr. Bumbum, e da mãe dele, Maria de Fátima Furtado. Ambos foram presos na tarde de quinta-feira (19) no escritório do advogado, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, depois de uma denúncia anônima.

O Disque Denúncia tinha oferecido R$ 1 mil por informações que levassem à prisão da dupla. Os investigadores disseram que precisam confrontar as informações deles com as das testemunhas. O médico e a mãe estavam foragidos há quatro dias. Eles foram indiciados por homicídio qualificado.

Os dois vão responder pela morte da bancária Lilian Calixto depois de um procedimento estético. Eles foram presos por volta das 15h e prestaram depoimento até o fim da noite. Eles passaram a noite em salas separadas da delegacia. A tia de Denis esteve na delegacia durante a madrugada, mas não deu entrevista.

O procedimento estético na bancária Lilian Calixto foi feito no sábado (14), na cobertura do médico, na Barra. Ela morava em Cuiabá e veio ao Rio só pra fazer um preenchimento nos glúteos.

Depois de passar mal, foi levada para o hospital - pelo médico, pela mãe dele, pela namorada, Renata Fernandes Cirne, e pela técnica de enfermagem Rosilane Pereira da Silva.

Horas antes de ser preso, Denis Furtado gravou um depoimento. “Uma fatalidade que acontece com qualquer médico. Uma paciente minha, no meu consultório, após um procedimento de bioplastia de glúteos, que eu já realizei 9 mil, ela saiu do consultório muito bem e umas seis horas após que eu a levei para o hospital e ela chegou ao óbito algumas horas após, com parada cardíaca.

Só que numa entrevista aos jornalistas, ele deu uma versão diferente: disse que Lilian não chegou a ir embora.

 “Realizamos por volta de 18h, 19h, no turno da noite. Ela se levantou bem, saiu bem da maca, mais ou menos 23h ela estava indo embora, estava indo embora pro hotel dela, já com o taxista dela esperando na porta, e me relatou um leve enjoo uma queda de pressão. Já aferi a pressão dela, na mesma hora. Umas 23h30 falei o seguinte: ‘Olha, a senhora está com uma queda de pressão, mesmo que leve. Vamos ao hospital e lá a gente avalia’”, disse ele na delegacia.

O taxista contratado por Lilian aqui no Rio disse, em depoimento à polícia, que a bancária voltaria para Cuiabá na mesma tarde.

Ele declarou que deixou Lilian na casa do médico por volta de 12h45 e que três horas depois ela avisou que o procedimento estava atrasado. O taxista disse que esperou a bancária onze horas e meia, mas que ela não saiu.

Contou também que Denis pagou R$ 300 pela corrida e pelo tempo de espera. Denis falou que não se lembrava de ter conversado com o taxista. “Eu nem me recordo de ter falado isso com o paciente, com o taxista, porque eu nem conversei com ele”, alegou o médico.


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