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Caso Lilian Calixto

Erro Médico 18/07/2018 22:25 Por RJ2

Paciente do 'Dr. Bumbum' conta que médico fazia avaliação pelo WhatsApp antes dos procedimentos

Denis Cesar Barros Furtado teve a prisão decretada pela Justiça, mas está foragido. Ele teve a prisão decretada e está foragido. Dr. Bumbum é réu em mais de dez processos.

Denis Cesar Barros Furtado, o médico conhecido como Dr. Bumbum que está sendo investigado pela morte da bancária Lilian Calixto, de 46 anos, após um procedimento estético, tem mais de 600 mil seguidores nas redes sociais, onde oferece diferentes serviços de estética no Rio, São Paulo e Brasília. Segundo uma das pacientes dele, o médico costumava fazer os atendimentos através do WhatsApp.

Ele foi indiciado quatro vezes pela Polícia Civil do Distrito Federal por exercício ilegal da medicina e crime contra o consumidor. Ainda assim, Denis não foi impedido de trabalhar e nunca teve problemas em divulgar amplamente os serviços pela internet.

No Rio, o Conselho Regional de Medicina disse que ele não tinha autorização pra trabalhar no estado e que o procedimento realizado por ele em Lilian foi feito em um local inadequado: na cobertura onde ele mora, na Barra da Tijuca. Na cobertura do médico, a polícia apreendeu muitos produtos e cadernos com anotações.

Uma das pacientes do doutor Denis Furtado, que não quis se identificar, contou como era feito o contato com o médico: pelo aplicativo de mensagens WhatsApp.

"Você faz tudo por Whataspp. Fala com a Renata, a secretária dele, tudo passado por lá. Você manda foto, faz uma avaliação pelo whatsapp mesmo. Eu acho ele bem carniceiro nessa parte. Chega lá, a avaliação é feita pelo celular então não é uma avaliação 100%, né?", explicou.

A paciente ainda disse que se sente arrependida por ter realizado o mesmo procedimento que Lilian com o médico.

"Me sinto mal por ter aceitado da forma como foi. Eu acho que jamais eu vou aceitar uma coisa dessa. Na hora, eu estava muito empolgada, muito envolvida, querendo muito, não analisei os prós e os contras. Poderia ter sido eu no lugar dela".

Uma outra paciente, a empresária Camila Quilici, contou que ao ver as condições do local onde seria feito o procedimento, desistiu e pediu o dinheiro de volta.

"Nunca mencionou que o procedimento seria feito em casa, apartamento, sempre mencionou a clínica aqui em Brasília. Se eu for realmente fazer futuramente, vou pesquisar bem, pra eu saber, procurar o médico certo, direitinho, pra não correr o risco", disse Camila.

ENTENDA O CASO

A bancária Lilian Calixto, de 46 anos, morreu no domingo (15) após passar por um procedimento estético no sábado (14), na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. A morte está sendo investigada pela Polícia Civil e pelo Cremerj.

Parentes contaram que ela saiu de Cuiabá, no Mato Grosso, onde mora, para um procedimento estético nos glúteos. O procedimento foi realizado no apartamento de Denis, na Barra. Lilian passou por complicações e foi socorrida ao Hospital Barra D'or em estado extremamente grave, segundo a unidade de saúde, mas não resistiu.

Em nota, o hospital informou que a paciente deu entrada na emergência, no sábado, às 23h, com um quadro extremamente grave, não respondeu às manobras de recuperação e morreu a 1h da manhã de domingo.

O médico aparece nas imagens do hospital. Foi ele quem levou a paciente até lá, ao lado da namorada, Renata Fernandes Cirne, da técnica de enfermagem Rosilane Pereira da Silva, e da mãe dele, Maria de Fátima Furtado.

Renata Cirne tem 19 anos e se apresentava como secretária do médico. Ela está presa e, segundo a polícia, disse que era comum esse tipo de atendimento na cobertura, mas negou participação na morte de Lilian. Denis e a mãe estão foragidos.

A técnica em enfermagem Rosilane Pereira da Silva foi liberada pela polícia. Já Denis Furtado foi indiciado por homicídio doloso, quando há a intenção ou se assume o risco de matar. A defesa dele classificou como "precoce" a responsabilização do médico pela morte da paciente e disse que foi uma fatalidade.

O Conselho Regional de Medicina do Rio (Cremerj) informou que faz fiscalização de rotina em unidades de saúde e que checa denúncias que chegam ao conselho. O Cremerj pede que a população denuncie casos como o do médico Denis Furtado.


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