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Caso Lilian Calixto

Erro Médico 18/07/2018 21:38 Por Letícia Carvalho, G1 DF

Dr. Bumbum 'sofre de síndrome do pânico' e vai negociar ida à polícia, diz advogada

Naiara Baldanza convocou coletiva nesta quarta, mas não respondeu a questionamentos. Médico está foragido; paciente morreu após procedimento no Rio de Janeiro.

A advogada responsável pela defesa do médico Denis Cesar Barros Furtado – conhecido como Dr. Bumbum –, Naiara Baldanza, afirmou nesta quarta-feira (18) que o profissional "sofre de síndrome do pânico". Segundo ela, esse é o motivo para ele ainda não ter se apresentado à Polícia Civil.

Denis está foragido desde que fez um procedimento estético na cobertura de um apartamento na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, que terminou com a morte da bancária Lilian Calixto, de 46 anos, no domingo (15).

Segundo a advogada, o Dr. Bumbum “vai tratar com a polícia a data e o horário que ele se entregará à polícia”. A declaração foi dada em uma coletiva de imprensa em Brasília, na tarde desta quarta.

"Julgá-lo neste momento ainda é muito precoce. O Dr. Denis é um dos médicos que mais realiza procedimentos de bioplastia no Brasil", disse.

Ainda de acordo com Naiara, o médico não permaneceu no Hospital Copa D'Or, no Rio de Janeiro, — onde Lilian Calixto foi atendida depois de complicações do procedimento — “porque o hospital não permitiu que ele ficasse no local após a morte da paciente”.

Em nota ao G1, o Copa D'Or nega essa restrição. Segundo o hospital, a paciente deu entrada às 23h, quando foi atendida "em caráter de emergência". A unidade diz que "não houve qualquer impedimento ao acesso de qualquer profissional, familiar ou acompanhante", e que "o acompanhamento de pacientes por seus médicos assistentes é uma rotina no hospital".

Apesar de ter convocado os jornalistas para dar esclarecimentos, Naiara Baldanza se negou a responder uma série de questionamentos e encerrou a entrevista após 14 minutos. Entre outras coisas, a advogada não falou:

Durante o pronunciamento, a advogada afirmou que o Dr. Bumbum "realizou mais de 5 mil procedimentos estéticos". "Existem muitas pessoas e, inclusive, clientes que o defendem. É importante que a população compreenda que para toda verdade, há uma verdade paralela."

Na terça (17), Naiara tinha dito ao G1 que "muitas das informações que estão circulando na internet e redes sociais acerca do médico são inverídicas".

Sem especialização

Para atuar como cirurgião plástico – como fazia o Dr. Bumbum –, a residência é obrigatória. São dois anos trabalhando como cirurgião geral e mais três anos fazendo apenas plástica.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), Dr. Bumbum não é especialista e realizava os procedimentos em local inadequado, como o que supostamente matou uma paciente em um cobertura no Rio de Janeiro.

Um ex-chefe de Furtado afirmou ao G1 que, apesar de se identificar como cirurgião plástico, ele se recusava a fazer residência ou qualquer outra especialização para exercer a medicina.

 “Ele se formou no Rio, trabalhou como médico, mas sem nenhuma especialidade. Ou seja, só poderia trabalhar como médico generalista. Então ele só assessorava, fazia serviços burocráticos, distribuía documentos aqui e lá. Nunca teve contato com paciente”, continuou o antigo chefe.

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Ao analisar a conduta do ex-funcionário, o profissional disse que não suspeitava que ele pudesse trabalhar de forma clandestina. Mas relembrou que ele sabia como “enganar as pessoas”.

 “Não é preciso ter contato com a área para saber que ele é muito eloquente, sabe articular as palavras. Então, para ele, é fácil enrolar uma pessoa levando para um apartamento e fazer um procedimento, que é claramente todo errado.”

Histórico conturbado

O médico é alvo de um inquérito da Polícia Civil, motivado por pelo menos seis denúncias. Até esta quarta-feira (18), o Ministério Público informava que não tinha conhecimento de denúncia contra o médico à Justiça.

No entanto, o órgão disse que existe a possibilidade de ele já estar respondendo judicialmente em algum processo que esteja correndo em sigilo.

No Distrito Federal, Dr. Bumbum trabalhou em ao menos três lugares. Uma clínica mantida no Lago Sul, área nobre de Brasília, foi considerada clandestina pela Polícia Civil. Segundo pacientes, ele também atendia em uma clínica na Asa Norte.

Além disso, ele trabalhou no Hospital das Forças Armadas (HFA), onde exercia a função de oficial médico temporário. Durante o período, o HFA não abriu nenhum procedimento administrativo ou sindicância contra ele.

“O médico militar é observado pelo chefe da clínica e avaliado anualmente”, informou a assessoria de imprensa do centro de saúde. Ele saiu do HFA porque não quis prorrogar o tempo de trabalho na unidade.


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