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24/11/2021 11:09

EDUCAÇÃO PARA O TRÂNSITO NO ENSINO FUNDAMENTAL

                                                                       SANTOS, Ione Dias de Oliveira¹

                                                                       NASCIMENTO, Luciana Sirleide²

                                                                       ARAÚJO, Sônia Cristina de Souza³

 

RESUMO

Este artigo visa de maneira informativa contribuir para uma conscientização da educação no trânsito, tendo como objetivo compreender como a educação no trânsito poderá ser ensinada em escolas do ensino fundamental. Constata-se que a educação no trânsito é de suma importância, admitindo, portanto que o assunto trânsito é um problema social em que todos, inclusive pais e professores devem participar. A educação para o trânsito vai além da aplicação de procedimentos a fim que o cidadão, compreenda e respeite as normas de circulação e se comporte como um cidadão responsável. Os resultados comprovam estudos anteriores que associa acidentes de trânsito à falta de preparo do condutor, conclui-se que além de contribuir com ações que visam à diminuição de acidentes, contribui também para a formação de condutores prudentes, reduzindo às estatísticas de acidente. Assim, a ideia principal é de defender a necessidade da educação do futuro motorista, desde sua entrada na educação infantil até a saída do ensino médio.

Palavras-chave: Educação no trânsito; Ensino fundamental. Aprendendo na infância.

 

 

 

INTRODUÇÃO

                            O momento em que vivemos retrata todos os sentidos a busca do ser humano por algo que preencha o vazio resultante deste mundo globalizado que incentiva o consumo excessivo e desfaz valores.

No trânsito ele não é diferente, é competitivo e cada vez mais egoísta e agressivo sendo que, alguns humanos estão usando seus carros como armas e muitos inocentes estão pagando com suas vidas.

O uso do automóvel nos grandes centros brasileiros popularizou-se realmente nestes últimos anos, embora muitos países possuam mais veículos do que no Brasil.

A evolução do automóvel seguiu todos os estágios de crescimento, permitindo uma integração automóvel-pessoas.

DESENVOLVIMENTO

Neste sentido, é preciso fazer algo, família e escola revendo seus valores e suas práticas educativas como um canal de informações para as crianças.

Muito se ouve falar que o trânsito é a utilização das vias por veículos motorizados, veículos não motorizados, pedestres e animais para fins de circulação, parada ou estacionamento.

No entanto, se faz necessária a conscientização de todos para que haja uma qualidade harmônica ao se transitar. Todavia, mesmo com esse conhecimento parece que existe uma má informação tanto dos pedestres como dos condutores sobre o correto comportamento no trânsito pois, existe um número grande de acidentes.

Logo, muitas crianças são vítimas de acidentes no trânsito levando até a morte o que nos faz pensar: será que se instruídas quanto às devidas práticas comportamentais no trânsito pelos pais e professores esse índice iria mudar?

Diante desses questionamentos este trabalho tem como hipótese que as crianças recebam orientações de trânsito desde o início de sua introdução na vida escolar.

Isso acontece por pessoas capacitadas que desenvolvam maior conscientização através das informações recebidas, pois a elas serão apresentadas o que deve ou não se fazer, criando dessa forma uma responsabilidade ao transitar pelas ruas, a qual será estendida outros níveis no futuro proporcionando indivíduos mais conscientes no trânsito.

A partir de tal concepção, ainda há elevado número de crianças e adultos com comportamentos inadequados no trânsito, ocasionando mortes. Fato esse que se propaga por encarar a educação para o trânsito não só na educação adulta mais também na infância.

De fato, tanto as crianças como os adultos se sendo educadas para o trânsito desde cedo a realidade seria de maneira geral completamente diferente.

  • EDUCAÇÂO NO TRÂNSITO NO SISTEMA EDUCACIONAL

Ao fazermos um percurso histórico sobre educação no trânsito percebe-se que foi na década de 20 nos Estados Unidos que surgiram as primeiras disciplinas visando à inserção da educação no trânsito no sistema educacional.

Tendo como objetivo a conscientização dos indivíduos no sentido de práticas mais seguras ao dirigir, assim como a transmissão de noções e conceitos sobre a estrutura básica da legislação relativa ao trânsito.

Na década de 30, as companhias de seguro e da associação americana de automóveis eram as que faziam questão de uma disciplina associada ao trânsito, pois o número de acidentes aumentaria e como consequência também o número de indenização.

O governo americano passava a lançar campanhas de educação públicas voltadas para o trânsito com a finalidade de se reduzir o crescente número de acidentes (Santos 1989).

Quanto ao Brasil, apenas no final da década de 60 é que se observou a adoção de medidas de caráter educativo, através da Resolução do Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN. (RODRIGUES,2007).

Atualmente há algumas sugestões de aulas apresentadas através de sites, com a intenção de apresentar propostas educativas, que abordem o tema trânsito através de estratégias interativas, colaborativas e cooperativas, entre esses temas estão: regras do trânsito; organização do trânsito; educação no trânsito, dentre outros, todos transmitidos através de um plano de aula que evidencia conteúdos aos objetivos específicos e com sugestões de atividades dinâmicas e criativas.

  • CONSTRUÇÂO SOCIAL

A educação ainda é o melhor caminho para a construção social de crianças, jovens e adultos, pois sabemos que o exemplo vindo do adulto vale mais que mil palavras e as crianças têm facilidades em aprender o que veem.

Portanto, a educação no trânsito ultrapassa a mera transmissão de informações, ela deve ter como foco o ser humano, e trabalhar a possibilidade de mudanças de valores, comportamentos e atitudes.

Um requisito imprescindível para realizar um trabalho socialmente significativo em educação no trânsito é a formação do professor sobre fundamentos da socialização da criança e do adolescente.

  • O TRÂNSITO NO BRASIL

No Brasil o trânsito expressa uma profunda desigualdade na apropriação do espaço urbano, refletindo o conflito entre pedestre e condutores de veículos, nesse conflito o pedestre costuma ser o grande prejudicado.

No Brasil foi constado que mais de 50% de mortes fatais nos acidentes de trânsito são resultados de atropelamento de pedestre, de toda forma o trânsito está profundamente articulado ao sistema socioeconômico de uma cidade.

A sociedade brasileira vem se mostrando a cada dia mais sensível, e atenta ao investimento e a participação em ações educativas de trânsito, é preciso fomentar e executar programas educativos contínuos, junto a escolas.

Conforme Franco é uma questão cultural urgente: a escola como instrumento de apropriação do saber, assume mais um papel representativo na sociedade a educação.

As normas e condutas no trânsito devem ser compreendidas e assimiladas por todos, e a escola pode contribuir nesse processo, sendo da infância a adolescência nos quais se verifica a maior aceitação de ensinamentos e condutas.

Segundo Pedrosa (2007) para alcançar a solução dos problemas da grande violência no trânsito, inclui-se a educação pois para apresentar um comportamento civilizado no trânsito depende do motorista ser consciente, responsável e bem-educado.

Os homens enquanto seres humanos vivem em constante aprendizado, pois a cada dia adquirem novos conhecimentos, novos saberes, visto que, o processo educativo de educação no trânsito configura no ensinar e no aprender.

Assim sendo a escola desempenha um papel fundamental no processo de formação de cidadãos aptos para viverem em uma sociedade e nesse contexto entendemos a educação para o trânsito.

Sabe-se que esta não é uma tarefa simples e fácil, pois para transformar uma sociedade é importante a participação, conscientização e o desejo de cada criança, adolescente, adulto ou idoso. É necessário que os pais e professores percebam que atitudes corretas no trânsito podem salvar vidas, é necessário conscientizar os alunos que reeducação dos alunos começa nos bancos escolares.

  • VIOLÊNCIA NO TRÂNSITO

 A violência no trânsito e a drástica redução da qualidade no meio urbano consequência direta dos problemas de modalidades e ordenamentos direcionam a necessidade de adoção de novos modelos de desenvolvimento urbano e de transporte.

O fator educacional se estende por meio de comportamento do indivíduo nas vias públicas, pois se participa do trânsito desde o ventre materno. Convém lembrar para nossas crianças que quando se dirige, passeia, se caminha também se está no trânsito e é nesse momento que se repete o que foi aprendido na educação familiar e no convívio social.

Para que quando crescer ou ver um adulto fazer errado lembrará que temos que ser educados e conscientes do que fazemos. Então percebemos que é fundamental as bases educacionais, ou seja, os valores responsabilidades e exemplos adquiridos na família que determina junto à escola o cidadão do futuro.

Desenvolver a educação no trânsito nas primeiras fases da infância possibilita explorar o tema e suas variáveis através dos diferentes campos do conhecimento, compreender sua complexidade e observar sua urgência social.

Educar para o trânsito não se limita apenas a ensinar regras de circulação, mas também deve contribuir para formar cidadãos responsáveis, autônomos e comprometidos com a preservação da vida.

Dessa forma podemos trabalhar com os pequeninos de forma lúdica e prazerosa, usando linguagens ajustadas criar situações de aprendizagens onde as crianças possam pensar e agir sobre o assunto.

Nãos existem um tempo determinado para as pessoas se educarem e disso decorre que a educação ao longo da vida é uma construção continua da pessoa humana e dos seus saberes.

Educar no trânsito é preservar a vida, evitar acidentes, exercer a cidadania no qual respeito, cortesia, cooperação, solidariedade e responsabilidade constituem em alguns dos eixos determinantes da transformação do comportamento do homem no trânsito.

  2.1- EDUCAÇÃO NO TRÂNSITO EM SALA DE AULA

Esta temática de educação no trânsito pode se trabalhar de forma interdisciplinar envolvendo todas as áreas de conhecimento.  Falar sobre o trânsito antes de tudo é falar sobre caminhos abertos a locomoção humana.

No intuito de por em prática todo este estudo, desenvolver estratégias mediante:

A roda de conversa informar com questionamentos qual o meio de locomoção dos educandos como: quem vem para escola andando, quem vem de carro, quem vem de ônibus e outros.

Mostrar figuras de placas de trânsito, perguntando se eles já viram essas placas nas ruas.

Incentivar a Interpretação das placas de trânsito. Informar as que eles não conhecem.

            Chamar a atenção da importância de o motorista obedecer às placas para evitar acidentes.

Conversar também sobre como é importante as pessoas só atravessarem as ruas na faixa de pedestre, e só atravessar a rua quando o sinal fechar para os carros pararem.

Levar um semáforo para explicar o significado de cada cor, passeios aos redores da escola para o conhecimento das sinalizações faixas, placas, semáforos.

Conhecer e trabalhar as normas existentes na escola entrevista com órgãos que trabalham com o trânsito, textos informativos e ilustrativos com abordagens sobre o assunto, poesias, músicas, desenhos, confecções de placas, exercícios avaliativos.

Confecções de murais, mapeamento percurso escola/casa, discussão sobre a importância das regras de trânsito.

Matemática: falaremos sobre formas geométricas das placas, fazendo comparações das formas geométricas, pesquisar em revistas outras formas de placas.

No espaço externo da sala de aula o aluno irá associar a forma da placa que estará na mão com o desenho da forma geométrica desenhada no chão com giz e a colocará dentro da forma semelhante a qual ele estará segurando.

Natureza e sociedade: trabalharemos com as cores dos semáforos, faixas educativas, recortes, confecção de meios de transporte (materiais recicláveis).

Circuito reproduzindo a estrada, placas de trânsito, jogos sonoro-musicais que favoreçam da mesma forma a vivencia dos sons, o silencio e a música.

Dramatizações de situações que ocorrem no trânsito, cada criança terá o seu carrinho pendurado no pescoço com barbante e o seu volante na mão (papelão) simulando no circuito montado com pista feita com TNT preto e branco, placas sinalizadoras e semáforos feito com uma caixa preta com 3 círculos cortados com papel celofane vermelho, amarelo e verde.

A professora utilizara uma lanterna para percepção da mudança nas cores incentivando os alunos a respeitarem o sinal.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A educação no trânsito vai além da aplicação de procedimentos a fim de que o aluno conheça, compreenda e respeite as normas da circulação e se comporte como um cidadão responsável, ele insere-se num âmbito mais amplo que é a educação ética e social.

A educação para o trânsito está na educação e dela obtém o seu fundamento teórico e metodológico, as ciências sociais e humanas contribuem com suas descobertas para a educação da pessoa como ser social.

 A educação para o trânsito necessita contar com essa interdicisplinaridade para poder formular um currículo integral no qual o professor revise constantes suas próprias convicções sociais e a coerência de sua pratica.

Assim devemos nos preocupar com a educação no trânsito por meio de diversas instituições sociais básicas como família, a escola, o estado, enfim em todas as situações concretas que se vive nas vias.

Isto porque não possamos esquecer que o trânsito está presente em todos os momentos de nossas vidas, tanto pedestre como condutores e passageiros Tornar o trânsito mais humano requer motivação educativa que refletirá na motivação da escola, da família e de todo o espaço do trânsito entendendo a interdisciplinaridade  muito além da alfabetização e do ensino fundamental.

REFERÊNCIAS

 BRASIL, Código Nacional de Trânsito. Código de trânsito brasileiro, instituído

pela Lei no. 9.503, de 23 de setembro de 1997. 2. ed. Brasília: Câmara dos

Deputados, Coordenação de Publicações, 2004.

 

CÔRREA, J.Pedro. 20 anos de Lições de Trânsito no Brasil. Curitiba: Volvo, 2009.

Educação no Trânsito: Sugestões de aula, portal do professor. Blog publicado no

ano de 2007, pelo Ministério da Educação. Disponível em

http://educacaotransitoportalprofessor.wordpress.com/sugestoesdeaulas. Acesso

realizado em 13/03/2012.

 

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo, SP: Paz e Terra, 1996.

MARTINS, João Pedro. A Educação de Trânsito: campanhas educativas nas escolas. Belo Horizonte, MG: Autêntica, 2007.

 NISKIER, Arnaldo. Filosofia da Educação: uma visão crítica. São Paulo, SP: Loyola, 2001

PIAGET, Jean. O nascimento da inteligência na criança. 4. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1982. 389 p.

 SANTOS, Boaventura de Sousa. Introdução a uma Ciência Pós-moderna. Rio de Janeiro: Graal, 1989.

 TOLENTINO, Nereide. A Longa Espera pela Educação de Trânsito. Projeto Transitando-Volvo. São Paulo-SP, 2007.

 

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¹ Professora da Educação Básica, habilitada em Pedagogia pela UFMT (NEAD), pós-graduada em Alfabetização e Letramento pelo Instituto Prominas. Email: idola13@hotmail.com

²Professora da Educação Básica, habilitada em Pedagogia pela UNOPAR, pós-graduada em Educação Infantil e Alfabetização, pelo Instituto Afirmativo. Email: lucianasirleide@hotmail.com

³Professora da Educação Básica, habilitada em Pedagogia pela FAFISUL (Faculdades Integradas de Fátima do Sul), pós-graduada em Interdisciplinaridade, pelo Instituto ICE (Instituto Cuiabano de Educação). Email: soniacristina2011@hotmail.com

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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