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11/11/2017 18:05

Cuiabá vai "devolver" pacientes do interior internados no Pronto-Socorro

Decisão foi anunciada pelo prefeito da Capital, Emanuel Pinheiro, que alegou atrasos de repasses do Estado

A Prefeitura de Cuiabá vai "devolver" para o interior do Estado todos os pacientes que estão no pronto-socorro aguardando por cirurgias ou tratamentos eletivos, ou seja, que não se caracterizam como casos de urgência e emergência. O motivo, de acordo com o prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB), é o atraso de R$ 52,7 milhões de repasses do Estado para a capital.

A decisão consta em um decreto assinado na tarde desta sexta-feira (10). "Não aguentamos mais. Chegamos no limite", disse o peemedebista, em entrevista coletiva.

De acordo com o prefeito, 346 pacientes estão internados no pronto-socorro neste momento. Destes, 144 estão em macas espalhas pelos corredores, já que a unidade dispõe de apenas 271 leitos. A demanda, ainda segundo Emanuel, cresceu de 30% a 50% desde o fechamento de hospitais no interior. O peemedebista citou como exemplo as cidades de Cáceres, Sorriso, Sinop, Pontes e Lacerda e Rondonópolis.

Além de limitar os atendimentos do pronto-socorro apenas aos casos de urgência e emergência, o decreto de Emanuel prevê que os leitos contratados pela prefeitura em outras unidades de saúde, assim como todos os leitos do Hospital São Benedito, passarão a receber apenas pacientes de Cuiabá. A medida será colocada em prática ao longo dos próximos 90 dias e deve continuar valendo mesmo no caso de o governo do Estado quitar a dívida que tem com o município.

Para gerir a situação do ponto de vista financeiro, Emanuel criou um comitê emergencial. Decretou também um repasse extraordinário à secretaria municipal de Saúde no valor de R$ 10 milhões, sendo R$ 2 milhões transferidos nesta sexta-feira, para compra emergencial de medicamentos.

O grupo também deve ser responsável por analisar, dentro das próximas 24 horas, quais são os pacientes que serão transferidos para outras cidades. "Se os municípios tiveram condição de enviar esses pacientes para cá, creio que eles terão como levá-los de volta", completou o prefeito.

A decisão, de acordo com Emanuel, ainda não foi informada ao presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga (PSD), por um conflito de agendas. Enquanto o peemedebista discutia as ações anunciadas com sua equipe, Neurilan presidia um encontro de prefeitos do interior justamente para cobrar repasses também devidos pelo Governo do Estado.

FONTE: O LIVRE


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