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Acontecimentos

14/09/2017 17:58

Tangará: após 'visita' da PF, Wagner Ramos volta a afirmar que gravações são armação

“No meu caso o Ministro Fux indeferiu qualquer caso de afastamento”, disse já no início da coletiva o Deputado Estadual Wagner Ramos, referindo-se ao afastamento de integrantes do Tribunal de Contas de Mato Grosso, determinado pelo Supremo.

Ele falou à imprensa tangaraense em entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira (14), confirmando que a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em sua residência, localizada no Jardim Angola em Tangará da Serra e também em seu gabinete na Assembleia Legislativa. “Presto estes esclarecimentos devido à ação da Polícia Federal deflagrada hoje, onde diversas residências amanheceram com a presença da PF aqui no estado”, disse.

Ramos disse que recebeu uma ligação da esposa pouco depois das 06:00 da manhã desta quinta-feira, informando que a Polícia Federal estava em sua residência. “Eu estava em Cuiabá na minha residência. Lá eles não foram. Daqui eles levaram documentos, papéis, uma CPU de um computador, contratos e todos serão avaliados pela Polícia Federal. Fico feliz que isto ocorra o mais rápido possível, porque tenho pressa que as coisas se esclareçam”, disse.

O Deputado confirmou que seu gabinete na Assembleia também foi visitado pelos Policiais Federais. “De todos os deputados citados houve busca e apreensão em dois ou três endereços. Porque muitos não residem e tem escritório no mesmo lugar. No gabinete levaram uma DPU, uma agenda, papéis e documentos”.

O parlamentar afirmou que a classe política tem pressa no esclarecimento da situação e que não teme. “Esta delação do Silval Barbosa, todos nós da classe política, principalmente os deputados citados tem a preocupação de que se esclareça. Estou colaborando com a Justiça e vou responder tudo o que me perguntarem. Não quero omitir qualquer tipo de informação que possa dar, não só à Justiça, mas também para toda a sociedade, porque tenho consciência do que fiz. Diante do que me acusam, porém, não existe prova nenhuma que me condene, que faça com que eu tenha que temer as investigações”.

Sobre os vídeos

Sobre as gravações veiculadas na mídia, o deputado voltou a afirmar que fazem parte de uma armação. “Sei dos vídeos em que fui envolvido e da pressão com que me procuraram porque fui relator das contas de Silval Barbosa. Andaram atrás de mim dias e noites e eu andei fugindo para não encontrar destas pessoas. Eu não queria ir conversar com estas pessoas, mas disseram que o Romualdo estava sozinho e quando cheguei estavam lá estas pessoas. Entrei mudo e saí calado, porque já sabia da preocupação que era de estarem fazendo qualquer tipo de mal para minha pessoa ou para qualquer político. Eles queriam era gravar o maior número de pessoas para depois envolverem em algum tipo de delação, que é o que está acontecendo no momento”.

Sobre vídeo de negociações

Um amigo meu de infância que tem concessão e autorização me chamou para atuar junto em um garimpo em Nossa Senhora do Livramento. Eu fiquei de avaliar a proposta dele. Ele me disse o valor que ficaria para montar a empresa e eu disse que iria ver. Alguns dias depois ele foi à Assembleia e falou “você conhece o Rodrigo Barbosa? ”. Ele disse que o Rodrigo tinha um garimpo parado e ficaria mais barato se conseguíssemos arrendar estes equipamentos. Fui lá eu e minha testemunha que estará na justiça para comprovar o que estou dizendo. Ele disse que iria ver e me falaria depois. Vocês viram que tem uma primeira gravação que não deu certo e me chamou em outra oportunidade. Ele disse que a família não tem interesse e que não teria como fazer negócio. Me despedi e ele pediu para eu sentar e que o rapaz, meu amigo saísse da sala. É a hora que começa a segunda gravação e ele fala sobre a CPI das obras da Copa. Eu digo ‘Rodrigo, não sei, estou de licença’. Ele fala que está difícil para ele, porque está ficando em 10 milhões de reais esta CPI. Boto a mão na cabeça, encosto na cadeira e digo que não acredito nisso. Ele perguntou quem é o relator, digo que é o Mauro Savi. Ele perguntou quem eram os membros e eu citei os nomes. Ele me mostrou um papel com os nomes onde constava o meu. Risquei o meu nome e ele disse que assim ficava mais barato. Eu disse: “Rodrigo, conta comigo lá”. Este é o áudio que estão me acusando de pedir propina”.

Sobre a conversa no carro também veiculada na mídia

O Deputado disse que foi até o veículo, mas que não foi para negociar nenhum tipo de valor em relação às contas de Silval Barbosa. “De repente chega o Romualdo e diz que está lá o Rodrigo Barbosa e outros. Eles ficaram lá 40 minutos me esperando. Depois o assessor mentiu para mim que o deputado estava sozinho. Chegando lá, vi a armação de novo. Eles estavam no desespero porque tinha que aprovar as contas. Eu falei que não queria discutir o assunto, que estava recebendo muita pressão. Saí do carro e fechei a porta. O Romualdo me xinga tudo ainda”.

Wagner disse ainda que logo em seguida procurou o Deputado Zé Domingos logo em seguida e que este lhe sugeriu ir até o Tribunal de Contas verificar ‘ estavam as contas. “Conversei com os conselheiros Waldir Teiss e Novele e eles me disseram que não havia nada que desabonasse as contas do Silval. Aí, pensei, então durmo com minha consciência tranquila. Convoquei os deputados para a sessão. Ninguém queria vir para votar. Aí votamos e aprovamos as contas de acordo com o Tribunal de Contas que julga as contas. Eles deram parecer favorável e nós aprovamos também”.

Motivação

Para o parlamentar, o objetivo da equipe do ex-governador é justificar a quantia de recursos usurpados dos cofres públicos. “Eles querem colocar todos numa mesma vala. Querem justificar a quantidade de recursos que eles roubaram do estado. Estão envolvendo Pedro Taques, Carlos Fávaro e transmitindo que quem é o chefe da quadrilha é Blairo Maggi. É totalmente absurdo. A briga é também em Brasília e as consequências de lá acabam vindo para Mato Grosso. Armaram tudo isso. O que queriam era gravar áudio para depois dizer que davam propina para os deputados”.

Na coletiva, Wagner pediu ainda que não haja julgamento por parte da população antes que as coisas sejam esclarecidas. “Quero pedir para as pessoas não julgarem antes de ver o resultado. Tenho que provar minha honestidade e inocência. Então, não falo de eleição ou de política. Agora todas as questões são jurídicas. As pessoas não precisam ficar envergonhadas ao me cumprimentar, porque tenho a consciência tranquila”.

“Quando mandaram dizer que o Silval estava chamando os deputados para ir lá que estava saindo um presente lá, eu falei para dois deputados que alguma coisa estava errada. O meu tino de repórter fez com que eu não fosse lá, senão estaria sendo gravado pegando dinheiro. Já determinei para a Justiça que está aberta qualquer tipo de investigação nas minhas contas bancárias, para se resolver o mais rápido possível isso”.

Pedidos de afastamento

Ao final da entrevista, o deputado voltou a afirmar que por ter sido negado o pedido de afastamento, permanece no cargo, trabalhando. “Muitas pessoas tem falado que vamos perder o mandato. Recebemos do ministro Fux um documento em que ele indefere os pedidos de afastamento do cargo. Vamos continuar trabalhando e respondendo esta questão para provar o contrário do que foi denunciado”.

 

Fonte Poneira


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